IA e privacidade: cuidados com os dados da criança
O que considerar antes de usar ferramentas de IA com informações de crianças atendidas: dados sensíveis, ferramentas abertas, consentimento da família e boas práticas para a equipa.
Usar IA para escrever relatórios, atas e notas poupa tempo. Mas o material de trabalho da clínica é informação sobre o desenvolvimento e saúde das crianças, e esses dados merecem um cuidado superior a um texto qualquer.
Este texto apresenta boas práticas gerais e não substitui orientação jurídica nem as normas da sua ordem profissional.
Por que estes dados são sensíveis
O diagnóstico, comportamentos, histórico de desenvolvimento, dados da família e gravações de sessão dizem respeito à saúde e à intimidade de uma criança. Uma fuga ou uso indevido não pode ser desfeito. Por isso, a pergunta não é só 'a ferramenta escreve bem?', mas 'para onde vão estes dados?'.
O risco do copiar e colar
O uso mais comum, e o mais arriscado, é copiar partes do processo ou da transcrição para uma ferramenta de chat aberta. Quando isto acontece:
- A informação sai do sistema da clínica e das permissões que protegem o processo.
- A clínica perde o controlo sobre quem acede, durante quanto tempo e com que finalidade.
- O texto gerado volta sem ligação com o registo, e alguém tem de o colar de volta, com risco de erro.
Mesmo retirando o nome da criança, outros detalhes do caso podem identificá-la.
Boas práticas para a equipa
- Defina por escrito que ferramentas a equipa pode usar com dados de crianças, e quais não pode.
- Prefira ferramentas integradas no processo, que trabalham dentro do sistema e respeitam as mesmas permissões dos registos.
- Recolha e envie só o necessário: se uma informação não é necessária para a tarefa, ela não entra.
- Informe a família sobre gravações e sobre o uso de ferramentas no registo, com autorização por escrito quando houver gravação.
- Revise sempre o que foi gerado antes de guardar ou enviar. O registo é responsabilidade de quem assina.
- Controle a visibilidade: decida, para cada registo, se ele é da equipa, da família ou só de quem escreveu.
Perguntas para fazer ao escolher uma ferramenta
- Os dados ficam dentro do sistema da clínica ou precisam de ser copiados para fora?
- O texto gerado fica no processo, com as mesmas regras de acesso?
- Cada profissional vê só o que o seu papel permite?
- Existe a opção de uma nota que só o autor lê?
- A ferramenta mostra de onde veio cada informação, para que a revisão seja possível?
Como o Proaba trata isto
No Proaba, as funções de IA trabalham dentro do registo clínico: a nota de voz, a gravação, a transcrição e o texto gerado ficam no perfil da criança, sem precisar de copiar nada para fora. Cada nota tem visibilidade própria, incluindo a opção 'Apenas para mim', que nem supervisores nem administradores veem, e cada profissional acede só ao que o seu papel permite. O profissional revê tudo antes de guardar, e os dados são protegidos com encriptação. Os detalhes estão na Política de Privacidade.
Veja isto a funcionar no Proaba.
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